Objetivos do Blog

“A Liberdade Guiando o Povo”, pintura de Ferdinand Victor Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830 na França.

Neste dias fui perguntado sobre os objetivos deste blog. Na minha abissal ignorância, achei que este ponto estivesse muito claro. Mas ao perceber que eu estava enganado, resolvi me redimir e aqui vai um resumo das razões que me fazem estar escrevendo por aqui. Desconsiderando a óbvia divulgação paralela do trabalho da Afronta Marketing, eis abaixo a explicação:

Thomas Jefferson, intelectual e político que ajudou a moldar a constituição e a formação do governo dos Estados Unidos, costumava alegar que toda sociedade tinha o direito à revolução. Em outras palavras, seria a ideia de que o povo possui direitos e, quando tais direitos são violados pelo governo e as condições tornam-se intoleráveis, o povo tem a obrigação de mudar ou abolir este governo.

De forma análoga, acredito que o mundo dos negócios também tem o direito à revolução. Isto porque os enormes desafios globais deste início de século exigem que as empresas tomem a responsabilidade no ataque destes problemas, os quais não podem esperar pela morosidade, burocracia, corrupção, má-vontade e falta de criatividade dos governos para serem resolvidos. E antes que as impressões apressadas impeçam você de continuar a ler esta postagem, devo adiantar que o papel transformador dos negócios em relação à sociedade não é nenhuma proposta nova, romântica ou inocente.

O capitalismo sempre foi alvo de inúmeras críticas e, mesmo com o desmantelamento da União Soviética e a subsequente queda do muro de Berlim, a irritação da opinião pública com o modelo capitalista vem ganhando força nas últimas 2 décadas, sofrendo uma pressão ainda maior por causa da última crise financeira internacional. Mas se estudada com o devido cuidado e imparcialidade, a história do capitalismo revela que ele constituiu o melhor mecanismo de inclusão social, de geração de riqueza e de transformação cultural jamais inventado. O problema é que, do jeito que a narrativa dos negócios vem sendo apresentada no mundo moderno, a maioria das empresas está muito longe de afetar a sociedade positivamente. Isto porque a própria essência do sistema capitalista foi sendo deturpada ao longo do tempo em nome dos interesses mais imediatistas do mercado financeiro, os quais conduziram uma alteração do papel das empresas na sociedade moderna. E a nefasta mistura de ganância com especulação financeira juntamente com a falta de perspectiva histórica e empreendedora do capitalismo tem contribuído para a frequente inclusão do mundo dos negócios no banco dos réus.

No Brasil, em particular, a situação é ainda pior por causa da influência da ideologia socialista, do degradante histórico de governos corruptos associados com o capital privado e da fraqueza da educação (seja em escolas ou universidades) que contribuem para a demonização generalizada do capitalismo. As empresas brasileiras, portanto, podem e devem suprir estes problemas herdados do mundo externo com cursos, treinamentos, ensinamentos e orientações das mais criativas formas, alterando completamente o seu enfoque para não amargarem um período de recessão e queda nas vendas por conta da combinação da situação da nossa economia com o baixo nível educacional em nossas organizações. Se a qualificação profissional é um problema e encontrar o profissional certo equivale a encontrar uma agulha em um palheiro, precisamos fazer algo a respeito e parar de ficar apenas reclamando. Para ser muito mais competitivos tanto no Brasil quanto no mercado internacional, temos que investir pesado em capacitação dentro de nossas empresas. Investindo em nossos colaboradores através de cursos, palestras, treinamentos e capacitação através do exercício da liderança e da cultura de inovação, seremos capazes de transformar o ambiente de trabalho em agentes de mudanças que, inevitavelmente, resultarão em crescimento e mais lucros.

Se quisermos que o nosso país decole de verdade em termos socioeconômicos, as empresas constituem o ambiente ideal para tais transformações começarem a brotar, uma vez que constituem pequenas amostragens da sociedade brasileira sob controle privado e, por esta mesma razão, relativamente livres dos tentáculos contaminados do Estado. Como animais sociais que sempre fomos, precisamos ter a consciência de que os enormes desafios deste século só serão superados coletivamente, tendo as empresas todas as condições de mobilizar as pessoas em prol de um objetivo comum e, desta forma, começar a fazer a diferença da forma mais rápida hoje disponível.

E é dentro deste cenário que surge a proposta deste blog. Acredito com todas as minhas forças que as empresas possuem um papel fundamental no processo de reeducação, realização pessoal e transformação do mundo. E com o objetivo de contribuir para a consolidação destas condições, eu passei a escrever sobre como as empresas podem se livrar da pressão, da angústia, do demérito, do ceticismo, da zona de conforto, da falta de ética e da falta de criatividade para se reinventarem, alterando o ambiente de trabalho para elevar seu desempenho e causar um impacto positivo sobre a sociedade.

Será que os objetivos deste blog ficaram um pouco mais claros agora?

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s