Como Liderar Sua Empresa

Palestrante

Muito tem sido dito e escrito sobre a liderança no mundo dos negócios. A maioria das palestras, livros e teorias sobre o assunto aborda uma parte muito importante que é a comunicação da missão e dos valores da empresa, os quais geralmente não passam de frases genéricas sem significado que não dizem nada e não inspiram ninguém. Isso porque quase sempre a missão e os valores carecem de um propósito claro, simples (mas não simplista), nobre (de valor inquestionável) e grandioso (maior do que a própria empresa). De fato, a correta definição da missão e dos valores é uma iniciativa crucial mas, muito infelizmente, isso é frequentemente ignorado por inúmeras razões (um problema que será explorado mais adequadamente em outra postagem).

Partindo do princípio que a falta de propósito foi uma questão muito bem resolvida na sua empresa, o passo seguinte é a constante comunicação desse propósito para os seus funcionários. Além da eloquência e da oratória sempre muito bem-vindas, ferramentas como o storytelling (contar histórias) são uma ótima maneira de reforçar, comunicar e inspirar esses valores. Se você souber de clientes ou, melhor ainda, de membros da equipe que agiram eticamente em situações difíceis, valendo-se dos valores da empresa como guias em situações de pressão, por favor, estabeleça um reforço comportamental espalhando tais estórias.

A integridade do líder

E o terceiro passo muitas vezes esquecido na forma de liderar a sua empresa é o exercício da integridade: a mágica que acontece quando a comunicação e o comportamento do líder permanecem plenamente alinhados. Em outras palavras, a melhor forma de você liderar a sua empresa é através do exemplo. Se os valores fundamentais da sua organização estão muito claros na sua cabeça, você pode começar a definir a atmosfera e criar o ambiente adequado para sua equipe e sua empresa como um todo. Nessas condições, o comportamento tem um peso ainda maior do que o discurso. Ou seja, seus colaboradores criarão empatia, admiração e respeito por você ao perceberem que suas atitudes batem com a sua comunicação. Falar uma coisa e fazer outra constitui a pior praga que você pode disseminar dentro do seu raio de influência.

Por exemplo: se sua empresa valoriza a transparência e a liberdade de expressão, você precisa permitir que isso ocorra na prática, fazendo com que as pessoas sintam-se confortáveis ao expressarem suas opiniões. Se os valores da sua empresa incluem a justiça, você não pode agir premiando os puxa-sacos e prejudicando quem trabalha de verdade. Se os valores da sua empresa pregam a honestidade, você não pode ter um comportamento desonesto. Parece simples e até infantilmente óbvio ao ler, mas é muito mais complicado ao lidar com a integridade em situações reais, onde você terá que ter a nobreza de caráter para fazer o certo mais difícil ao invés do errado mais fácil. Mas aguente firme: eu nunca disse que isso seria uma tarefa fácil de ser efetuada.

Outro exemplo: você está em uma reunião com os executivos da sua empresa e você percebe que um de seus colaboradores que também é um amigo pessoal mudou os números em seu relatório. Enquanto escuta, você percebe que ele está superestimando o quão bem sua equipe está se saindo em um projeto particular. O que você faz? Você vai apoiá-lo ou vai dizer a verdade aos outros executivos? Outro exemplo: seu melhor vendedor é também a pessoa mais problemática do time, atuando de forma antiética e influenciando os demais a fazer o mesmo. O que você faz? Percebe como este tipo de dilema ético pode deixar as coisas muito menos óbvias na prática?

Ao fazer este tipo de exercício mental imaginando situações corriqueiras envolvendo compras, contratações, demissões, promoções, cálculo de bônus, etc. você pode se antecipar e moldar seu comportamento. Muitas vezes a resposta estará longe de ser óbvia, mas siga seu instinto e perceba se há algum desconforto envolvido. Se a situação está desconfortável, isso será um indicativo de que aquele cenário está em desacordo com os valores da sua empresa. E antes de tomar uma decisão em relação ao episódio, pense se aquela decisão fosse noticiada na televisão e todos ficassem sabendo, se você ficaria orgulhoso disso ou não. Se não, reconsidere sua decisão.

Critique primeiro, elogie depois

O passo seguinte é estabelecer um sistema de punição e recompensa para os membros da sua equipe. Por exemplo: ao descobrir que um colaborador passou por cima de outro para se promover em relação a uma tarefa específica, você tem que ser implacável. Mas cuidado: isso não significa maltratar o colaborador. Você deve mencionar que não admite aquela atitude por ela estar em discrepância com os valores da empresa e, em seguida (essa é a ordem), elogiá-lo como profissional cuja atitude inadequada não está sendo representativa de seu padrão comportamental (afinal, você não deveria ter contratado um funcionário problemático em primeira instância, se for esse o caso). Com isso, você tira o foco da pessoa e passa a se concentrar no comportamento que está destoante, sendo essa uma técnica muito mais eficiente de corrigir um erro. Isto porque, quando alguém permanece na defensiva, tentando proteger sua autoestima de uma reprimenda, ela distorce os fatos e deixa de aprender com o erro. A tática de mencionar o problema que precisa ser corrigido e depois elogiar o colaborador consiste em incentivá-lo a crescer e não denegri-lo.

É lógico que, se tais desvios de comportamento se tornarem uma constante, você será obrigado a demiti-lo. E você não poderá demorar muito na tomada dessa decisão, haja visto que os outros colaboradores poderão enxergá-lo como covarde, conivente com o problema ou como uma pessoa sem iniciativa. Mas até lá, é possível agir dessa forma e servir de exemplo para os outros colaboradores ao redor. Da mesma forma que uma ação condizente com os valores da empresa deve ser recompensada. Não necessariamente com bônus (tendemos a achar que o ser humano é apenas movido a dinheiro e esse é um erro que eu sempre saliento), mas muitas vezes com o bom e velho elogio. Afinal, quem não gosta de reconhecimento e de elogio, não é mesmo? Pois é…

Quando foi a última vez que você elogiou um colaborador?

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.

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