E se o emprego vier até você?

Palestrante

Não é a primeira vez que eu abordo o método de contratação do Google. Na postagem “Contrate Como o Google“, eu explorei rapidamente o que diferencia o Google das demais empresas até na hora de contratar, ficando claro que, em termos de inovação, o Google parece estar em outro planeta.

Todavia, ao navegar pelos oceanos da Internet em minha costumeira expedição noturna, me deparei com a experiência de contratação vivenciada pelo americano Max Rosett, a qual remeteu-me ao filme Matrix, quando o personagem Neo é abordado por um hacker que invade o seu monitor preto com caracteres verdes para provoca-lo e, eventualmente, mudar a sua vida conforme o restante da história revelou. Como apaixonado por inovação que eu sou, não pude deixar de ficar impressionado com mais uma inspiradora ideia do Google, história cujo relato foi transcrito pelo próprio protagonista e cuja tradução eu disponibilizo no texto logo abaixo:

“Eu estava no meio de uma transição de carreira. Eu tinha passado três anos trabalhando como consultor de gestão e, em seguida, em uma startup. Mas eu queria me tornar um engenheiro de computação. Eu estava obtendo um mestrado em ciência da computação por meio do programa on-line da Georgia Tech. Eu sabia que eu estava desenvolvendo lentamente  as habilidades que eu precisaria, mas eu ainda não tinha a confiança para me candidatar a um emprego de programador em tempo integral.

Certa manhã, enquanto trabalhava em um projeto, eu digitei no campo de buscas do Google “python lambda function list comprehension.” Os familiares links azuis apareceram e eu comecei a olhar para os mais relevantes.

Mas então algo incomum aconteceu.

A página com os resultados da pesquisa se dividiu com uma faixa preta que dizia: “Você está falando a nossa língua. Pronto para um desafio?”

Eu olhei espantado para a tela. Como é que é? Depois de um momento, eu decidi pelo sim. Eu estava definitivamente pronto para um desafio.

Palestrante

O link me levou a uma página com o título “foobar”. A página se assemelhava a uma interface de UNIX, então eu digitei o comando para ver a lista de arquivos. Havia apenas um chamado “start_here.txt”. Eu abri e vi duas frases:

“Digite solicitar para solicitar um desafio. Digite help para uma lista de comandos.”

Eu digitei “solicitar” e fiquei esperando aparecer os dizeres: “Siga o coelho branco, Max.” Em vez disso, a tela exibiu um parágrafo descrevendo um desafio de programação com instruções sobre como enviar a minha solução. Eu tinha 48 horas para resolvê-lo e o cronômetro começou a contar.

Palestrante

Eu não vou revelar o problema aqui, mas para resolvê-lo foi necessário um pouco de conhecimento sobre algoritmos. Eu tinha a opção de código em Python ou Java. Eu comecei a trabalhar e resolvi o primeiro problema em algumas horas. Cada vez que eu apresentava uma solução, o sistema foobar testava meu código com cinco casos de teste ocultos. Se a minha solução passasse em todos esses testes, eu podia solicitar um novo desafio. No término das próximas duas semanas, eu havia resolvido mais cinco problemas.

Depois de resolver o sexto problema, o sistrema foobar me deu a opção de enviar minhas informações de contato. Digitei meu número de telefone e endereço de email, esperando que tudo parasse por aí.

Mas para minha surpresa, um recrutador solicitou uma cópia do meu currículo. Eu enviei um email com o arquivo e marcamos um contato por telefone.

O processo de recrutamento do Google é bem documentado online e, a partir deste ponto, minha experiência foi bastante típica. A única diferença é que eu não precisei passar por testes técnicos por telefone, já que eu havia demonstrado alguma proficiência com a codificação através dos exercícios na página do foobar.

No dia da minha entrevista presencial, eu passei um dia na sede do Google em Mountain View, resolvendo problemas em um quadro branco.

Ao visitar o escritório, eu me senti pela primeira vez confiante por não ter sido vítima de uma brincadeira elaborada. Quando eu encontrei pela primeira vez a página do foobar, perguntei a vários amigos (inclusive funcionários do Google) se eles já tinham ouvido falar disso. Nenhum deles tinha, mas todos acharam uma ideia brilhante.

Embora tenha levado duas longas semanas, eu finalmente recebi a boa notícia: O Google me fez uma oferta! Eu aceitei com entusiasmo e passei a próxima semana de reunião com potenciais gestores.

Três meses depois do convite misterioso, eu comecei no Google.

O foobar é uma tática de recrutamento brilhante. O Google me identificou antes mesmo de eu ter me candidatado a qualquer coisa. E eles me fizeram sentir importante ao fazê-lo. Ao mesmo tempo, eles respeitaram a minha privacidade, me abordando de forma não-invasiva sem pedir explicitamente as minhas informações.”

Fantástico, não é mesmo? E você aí na sua empresa dependendo da indicação de profissionais ou, como eu ainda fico embasbacado de constatar, lendo currículos em papel?

A propósito: antes que os mais céticos comecem a questionar a veracidade desta história, a página realmente existe mas é preciso fazer o login para ter acesso e conseguir ver alguma coisa: http://www.google.com/foobar/

Fonte: The Hustle

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.

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