Como Fomentar a União na Sua Empresa

UniãoA maioria das organizações parte do princípio que uma série de elementos-chave para seus negócios surge por geração espontânea em uma equipe compartilhando o mesmo departamento ou o mesmo prédio. Partindo do pressuposto que todo mundo já entendeu certas premissas do bom convívio social, gerentes e supervisores negligenciam aspectos fundamentais que levam ao sucesso de uma empresa como a união.

Ao contrário do que muita gente imagina, a união não significa pensar igual. A união significa pensar junto, mecânica fundamental para o funcionamento de qualquer equipe idealmente heterogênea em termos de background e bastante homogênea em relação ao objetivo proposto. E o senso de união ainda permite que produtividade, criatividade e atendimento superiores sejam nutridos em uma empresa, resultando em maiores receitas e maiores lucros de uma forma bastante natural. Mas não se iluda. A união propriamente dita não brota de uma forma natural em um grupo. Ela deve ser intencionalmente estimulada e mantida pelos líderes através das 6 diretrizes seguintes:

1. A manutenção de um propósito inspirador e maior do que a própria empresa.

2. O estabelecimento de metas compartilhadas para atingir este objetivo.

3. Uma cultura de comunicação e transparência para fomentar a confiança e avivar continuamente a memória dos colaboradores em relação às razões que os fazem estar ali presentes.

4. A integridade do líder deve ser visível, de forma que o seu comportamento esteja plenamente alinhado com o propósito e com o discurso.

5. Eliminação de conflitos mal resolvidos o mais rápido possível para evitar que eles cresçam e contaminem outras pessoas.

6. Perspicácia na contratação de colaboradores com valores condizentes com o propósito. Equilíbrio na dispensa de pessoas para não demitir muito rapidamente e espalhar o medo ou demorar muito para demitir e ser julgado como fraco ou conivente com situações que destoam da cultura predominante.

Mas além dos problemas tradicionais como o individualismo exacerbado, a falta de propósito e a fofoca correndo solta nas empresas, a união vem sendo enfraquecida por um fenômeno recente pouco explorado da geração Y que é o vício em múltiplas atividades simultâneas. A geração Y é aquela caracterizada pelas pessoas que nasceram e cresceram junto com a Internet, tendo ao seu redor um mundo muito mais informado, interconectado e dependente da tecnologia do que qualquer geração anterior. Com isso, o comportamento multitarefa é plenamente comum para esta geração, trazendo como resultado coisas positivas que já são bem exploradas em artigos, teses, livros e até vídeos (recomendo assistir o vídeo “We All Want to Be Young” logo abaixo para entender um pouco melhor a geração Y). Mas vou explorar rapidamente os aspectos negativos deste comportamento como o déficit de atenção e a dificuldade de se comprometer com desafios que demandam um tempo mais longo para serem atingidos.


Neste contexto, é óbvio que as novas gerações são muito preocupadas com o bem comum, com o trabalho em grupo e com o futuro do planeta. O problema, porém, é que a geração Y é viciada no comportamento multitarefa, pulando freneticamente para a próxima notícia, o próximo game, a próxima atualização do Facebook, a próxima mensagem do Whatsapp, a próxima doação em um site de crowdfunding, o próximo emprego, etc, etc, etc. E esta transição excessiva de um momento ao outro de suas existências diminui as chances delas conseguirem devotar seus esforços e atenções a uma causa ou um objetivo de longo prazo, realização que requer tempo e dedicação em uma única direção. E a tendência é que tais características multiplicadas por vários jovens em uma empresa contribuam para causar um problema muito sério de rotatividade e falta de união.

Fica claro, portanto, que o exercício da liderança é ainda mais fundamental para os jovens de hoje, na medida em que, por definição, constitui a capacidade de atrair a atenção das pessoas, convencê-las a participarem da construção de um objetivo em comum e depois mantê-las firmes neste propósito com um comportamento mais do que inquieto em um universo de poderosas distrações. E sem senso de união, este desafio jamais será vencido.

Por fim, promover a união é ainda mais desafiador se analisarmos a situação sociopolítica do Brasil, com governo atrás de governo não apenas falhando em cumprir o seu precioso papel, mas também frustrando o nosso senso de união com tantas traições do espírito coletivo em nome de interesses particulares. Em uma sociedade descrente na união, promover uma empresa unida significa remar contra a maré, assim como fizemos ainda que momentaneamente em Junho de 2013.

Mas eu nunca falei que tal empreitada seria fácil. Como qualquer coisa importante em nossa vida, o fomento da união é o exercício do certo mais difícil ao invés do errado mais fácil.

O Brasil precisa de muita união. Comece esta jornada através da sua própria empresa.

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.

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