Oportunidades de Negócios no Século 21

Oportunidades de NegóciosCenário atual

O mundo vive um momento de definições. Tudo aquilo que fazemos hoje afetará inexoravelmente o amanhã. Tal afirmação nunca foi diferente em toda a história da humanidade mas agora o peso de nossos atos é avassaladoramente maior, uma vez que somos mais de 7 bilhões de pessoas e, quando um comportamento é prejudicial ao meio e este passa a ser de natureza coletiva, o resultado é sempre impactante para tudo ao redor. Assim, chegamos a uma bifurcação onde a definição de qual caminho a tomar terá implicações para todos, incluindo outras espécies de seres vivos que compartilham o planeta conosco.

Não quero soar como apocalíptico mas uma profunda mudança de percepção e de comportamento é absolutamente necessária, caso a gente queira continuar nossa história por aqui. E uma das abordagens que devem ser radicalmente alteradas para que tomemos o caminho correto neste início de século é da nossa relação com os negócios, seja do ponto de vista de colaboradores, líderes, clientes, fornecedores, sociedade e meio ambiente. Muito longe de ser apenas uma preocupação da comunidade empresarial, isso é um assunto que afeta a todos, uma vez que a maioria das pessoas no planeta trabalha em algum tipo de negócio. E a abordagem predominante dessa nossa relação com os negócios descreve que as empresas são gananciosas, exploradoras, corruptas e inescrupulosas. Desta maneira, podemos afirmar que a maioria das pessoas ao redor do mundo enxerga a si mesma como partícipe da ganância, da exploração, da corrupção e da falta de ética em seu contato diário com o trabalho. E o pior é que quando a maioria das pessoas começa a se ver participando de cenários degradados por vícios como estes, essa maioria acaba não apenas a se comportar de acordo com tais premissas negativas, mas também a acreditar que qualquer outra narrativa sobre os negócios seja literalmente impossível.

É portanto crucial que os líderes do século 21 saibam inverter essa narrativa sob o risco de verem seus negócios morrerem por conta de uma visão pessimista da realidade capitalista, a qual é disseminada pelas próprias organizações e replicadas pelas pessoas que trabalham nelas. É óbvio que o capitalismo sempre sofreu pesadas críticas, muitas devido ao velho clichê de que o propósito das empresas é de apenas maximizar os lucros. Desenvolvida por economistas e escolas de administração além de ter sido cultuada no altar do mercado financeiro ao longo do século 20, essa afirmação vem corroendo o conceito original do capitalismo de livre-iniciativa, levando as pessoas a concluírem que o trabalho é um mal necessário, na melhor das hipóteses. Prova disso é a visão generalizada que temos das segundas-feiras e da constatação de quantas pessoas sofrem ataques do coração neste odiado dia da semana (veja o artigo da CNN que explora este estudo e as postagens Feliz Segunda-Feira e A Revolução do Capitalismo Consciente deste blog).

Essa visão destrutiva sobre os negócios ficou ainda mais em evidência após a crise financeira internacional de 2008, a qual foi protagonizada pelo extremo da ganância humana e prejudicou a economia do mundo inteiro, tamanha foi a fome por dinheiro, poder e manipulação em causa própria de um grupo relativamente pequeno de pessoas (se comparado com o alcance do prejuízo resultante). Tudo isso constitui uma visão predatória e insustentável sobre o mundo, a qual precisa ser revista com muita urgência para que possamos superar os grandes desafios do século 21.

Oportunidades nas mudanças

Já estamos vivendo um período bastante conturbado com o início das mudanças climáticas, grandes mudanças de consciência e comportamento por conta do avanço da tecnologia (principalmente da Internet como base para tudo) assim como convulsões sociais muitas vezes semeadas também pela Internet como forma de promover o equilíbrio de forças, a justiça, a ética e a inclusão social.

Por causa desse cenário de instabilidade, as pressões por mudança serão cada vez maiores, havendo oportunidades para as empresas que tiverem visão de investir em novos paradigmas tecnológicos, programas de inclusão social, atendimento a uma classe C crescente, energias limpas, produtos recicláveis e alternativas menos poluentes. E o momento é agora e não em um futuro próximo. A “tendência verde”, por exemplo, há muito que deixou de ser tendência para virar vantagem competitiva em um mundo em plena ebulição. Para exemplificar esse senso de urgência, confira a rápida palestra de Steve Howard, líder de sustentabilidade da IKEA, empresa de origem sueca especializada na venda de móveis domésticos de baixo custo que tomou consciência de que as ações devem ser decisivas e ocorrer no famoso “pra ontem”:


Tendências para este início de século

Ainda dentro desta perspectiva sustentável, existe uma tendência chamada “status sem culpa”, a qual eu representarei aqui pela empresa Tesla Motors, fabricante de automóveis de luxo totalmente elétricos. Aqui, o pulo do gato está em massagear o ego das pessoas sem a incômoda dor na consciência com produtos que até então causavam um impacto negativo sobre a sociedade ou sobre o meio ambiente. A combinação desses 2 fatores (status + consciência) pode fornecer interessantes insights e resultar em oportunidades de negócio altamente lucrativas.

No segmento de tecnologia móvel, já é visível o quanto o smartphone está se tornando uma ferramenta central na vida das pessoas, sendo que na Ásia os jovens já esperam extrair o máximo de cada atividade diária, incluindo aplicativos, plataformas, atualizações e dispositivos multitarefa para tornar cada ação do cotidiano um evento rico em experiências, desde uma simples compra no supermercado até o aguardo na estação do metrô.

Ainda sobre tecnologia móvel, a chamada “Internet das coisas” trata-se do conceito de conectar objetos do nosso cotidiano à Internet, permitindo extrair novas funcionalidades a partir de tais conexões. Carros, bicicletas, capacetes e até camisetas com sensores já são produtos em experimentação para fornecer dados de geolocalização, monitoramento do estado do corpo ou dados médicos sobre acidentes que podem ser transmitidos via wi-fi.

Outra tendência diz respeito ao autosserviço por meio de dispositivos que promovam a “boa forma mental”. Como contraponto à consciência geral de que a atividade física faz bem para o corpo, programas, serviços e ferramentas promotoras de bem-estar mental já existem como a faixa para a cabeça Melon, que acompanha as variações de concentração do usuário ao longo de diversas atividades e os fones de ouvido Mico, os quais fazem uma leitura do seu estado neural e tocam uma música de acordo com essa informação.

O rastro de informação compartilhada que deixamos na Internet já gera conteúdo que separa as ofertas de acordo com as nossas preferências em sites de compras ou mesmo no Facebook. Contudo, essa tecnologia amadurecerá bastante à medida que aumenta o nosso tempo de navegação, gerando uma enorme quantidade de dados (Big Data) que serão inevitavelmente usados para a criação de novos produtos ou serviços. Com bilhões de pessoas utilizando a grande rede será possível monitorar esses rastros e extrair informação útil no acompanhamento de novas tendências e na produção de novas necessidades de uma forma mais massiva e madura do que é feito hoje.

Por último mas não menos importante acredito também que as plataformas de e-learning e as ferramentas com propósitos educativos evoluirão bastante em conjunto com a tendência “boa forma mental”. A necessidade de desenvolvimento pessoal será o grande guia dessa tendência, ao ponto de superar a educação formal nas escolas e universidades de todo o mundo de forma bastante libertária.

Conclusão

Seja qual for a oportunidade de negócio, o século 21 demanda colaboradores criativos e competitivos em um ambiente de trabalho favorável à inovação. E tais condições só serão alcançadas por organizações que conseguirem alterar radicalmente a narrativa dos negócios por meio de uma nova abordagem do mundo capitalista e do ambiente de trabalho, onde o lucro  continua a ser importante mas somente como o resultado de um propósito forte, positivo e transparente para todos. Do contrário, a sua empresa continuará a produzir colaboradores interessados apenas no seu dinheiro e rezando para chegar as 6 horas da tarde todos os dias.

Fonte: Trendwatching

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.
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