Ocupe Você Mesmo

PalestrasEmbora tenham sido movimentos com motivações diferenciadas, manifestações como Occupy Wall Street, Primavera Árabe e os protestos em Junho de 2013 no Brasil tiveram na Internet toda sua base de organização, amadurecimento e articulação. Se a Web 1.0 abriu o caminho para a quebra dos paradigmas, agora é a Web 2.0 com seu espírito de compartilhamento que está pavimentando a verdadeira revolução, uma vez que promove a descentralização das mensagens e dos meios de comunicação para colocar o poder nas pontas dos dedos de qualquer pessoa com acesso a grande rede, seja por um desktop, notebook, tablet ou smartphone. Não se trata, portanto, de mudanças apenas do ponto de vista tecnológico. A coisa extrapola o advento da tecnologia na medida que o avanço provoca mudanças de comportamento e estas alterações resultam em transformação da sociedade.

Ainda que haja algumas empresas cuja ignorância gera a crença de que seus clientes não utilizam a Internet, não há como negar que, hoje em dia, todo mundo está presente na grande rede, mesmo que os mais conservadores ainda não tenham engolido direito essa ideia. Lembre-se que até a tradicional campanha política rendeu-se aos poderes da Internet, tendo sido a campanha online uma estratégia determinante na eleição de Barack Obama com a mobilização de milhões de pessoas e a arrecadação de 500 milhões de dólares em doações. Outras doações muito mais controversas recentemente como o site de crowdfunding de José Genoíno revelam insights de como a Internet pode ser poderosa, para o bem ou para o mal na esfera da política.

Mas uma coisa que não podemos negar é o poder de transformação da Internet. Quer você queira ou não, a web cresce, se desenvolve e gera negócios a uma taxa que deixa qualquer outra mídia no chinelo. A Internet revolucionou vários mercados e matou vários modelos de negócio ao redor do mundo, revolucionando inclusive o próprio marketing. E talvez o aspecto mais revolucionário da Internet é que ela permite não apenas o consumo de conhecimento mas também a produção de conhecimento, possibilitando que a característica passiva típica do telespectador da TV aberta ceda lugar para intervenções diretas dos consumidores não somente em relação à liberdade de escolher o conteúdo a ser consumido, mas também em relação ao conteúdo que eles próprios resolvem construir e disseminar.

Por conta de todas essas transformações ainda em curso, surgiu um conceito chamado “Occupy Yourself” (Ocupe Você Mesmo) que vale para todas as pessoas, do estagiário ao presidente de uma grande organização. Trata-se da mudança iniciada em casa, na sua consciência, quando você decide se livrar de todo conteúdo inútil que as mídias tradicionais ainda insistem em produzir (levando este tipo de abordagem idiotizante para a Internet também) para navegar na web em busca de educação de verdade. Uma vez tomada a consciência de que você pode ser o senhor do seu destino, com disciplina e força de vontade que todo processo educativo necessita, não há mais desculpas para a passividade: sites, blogs e MOOCs (Massive Open Online Courses) de assuntos tão diversos quanto a própria humanidade (muitos oferecendo cursos de maior profundidade que o conteúdo de certas universidades no Brasil), permitem a aquisição de conhecimento específico e muitas vezes de graça. Com isso, um número cada vez maior de pessoas adentra no universo do conhecimento, gerando maior senso crítico e melhor entendimento do mundo ao seu redor. Somando-se ao fato de que a tecnologia permite fácil publicação e compartilhamento de ideias, é de se esperar que preocupações maiores do que seu próprio umbigo envolvendo desafios de alcance global acabem por “ocupar as cabeças” recém-convertidas ao universo do conhecimento.

A Internet está revolucionando as relações humanas em uma escala sem precedentes, possibilitando a transformação da sociedade a partir da sua própria base, dando voz aos excluídos e poder aos movimentos sociais. Os paradigmas estão caindo por terra, a velha forma de fazer negócios não dá mais resultados e a sociedade clama por um mundo muito mais justo, igualitário, democrático, sustentável, enfim, um mundo muito mais inteligente.

O conceito “Ocupe Você Mesmo” constitui um paralelo com o direito de ocupar Wall Street, na medida em que é uma tentativa de equilibrar as forças, diminuindo a desigualdade social e econômica mas agora pelo viés do indivíduo e não do grupo. Obviamente, quanto mais indivíduos conscientes o mundo tiver, maior será a pressão por um mundo melhor, resultando em movimentos sociais cada vez mais impactantes. Neste contexto, “ocupar você mesmo” significa livrar-se de tudo o que é irrelevante na era do déficit de atenção para entender de que forma o seu negócio pode fazer a diferença se quiser sobreviver ao mundo turbulento deste início de século.

Para os líderes que quiserem sobreviver, é necessário estar aberto às mudanças desafiadoras que este novo milênio está exigindo de cada um de nós. Do contrário, sua empresa será como o fóssil de um animal extinto, o qual apenas serve de constatação de sua própria incapacidade de adaptação ao meio em algum momento da história.

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.
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