Por que a Liderança é Crucial?

Jobs

O que seria liderança? Resumidamente, liderança é o processo pelo qual uma pessoa consegue influenciar pensamentos, atitudes e comportamentos de outras pessoas. Os líderes apontam um norte, uma direção, ajudando-nos a visualizar o que pode ser alcançado através do encorajamento e da inspiração. Com a liderança, além do rumo estabelecido, torna-se possível obter esforços em conjunto para a realização de um objetivo comum. Sem a liderança, porém, um grupo de seres humanos degenera rapidamente em discussão e conflito, já que a diversidade da condição humana faz com que a gente veja as coisas de maneiras diferentes, inclinando-nos para soluções também diferentes.

Poucas coisas são mais importantes para a atividade humana do que a liderança. A liderança eficaz ajuda uma nação em desenvolvimento e em tempos de perigo, ajuda empresas a terem lucro, ajuda organizações sem fins lucrativos à cumprirem sua missão, além de permitir que pais eduquem suas crianças para que cresçam fortes, saudáveis ​​e preparadas para o mundo. A ausência de liderança, todavia, é proporcionalmente nociva em seus efeitos. Sem liderança, as organizações se movem muito lentamente, ficam engessadas e perdem o seu rumo. Grande parte da literatura sobre liderança enfatiza a tomada de decisão mas uma decisão por si só não muda nada. Depois que uma decisão é tomada, as empresas enfrentam o problema da implementação, ou seja, como fazer com que o objetivo definido seja efetivamente alcançado. E é aí que a liderança torna-se ainda mais fundamental na condução das ações que levarão ao objetivo traçado.

Existe um universo de livros e sites sobre liderança e outros incontáveis exemplos de líderes que realmente merecem carregar este título. Qualquer tentativa de ser completo neste assunto por aqui seria a mais absurda loucura. Mas um personagem em particular, pelo contexto mais atual e apesar das inúmeras críticas que ele ainda recebe (muitas vezes com razão), chama muito a minha atenção: Steve Jobs.

Quem acompanha este blog sabe que sempre fui um Apple maníaco e um admirador de Steve Jobs (para quem ainda não leu, sugiro a leitura da biografia de Steve Jobs). Mas desde a morte do líder da Apple, tenho observado que a empresa que ele ajudou a criar e ressuscitar vem perdendo a mão, a tração e talvez a visão transformadora do mundo.

iphone5cNo evento desta terça-feira (10/09) em Cupertino, Califórnia, a Apple anunciou a sua nova linha de produtos, acontecimento que me inspirou a escrever esta postagem. Sem entrar na questão dos detalhes técnicos do iPhone 5C e 5S, eu já não vejo mais a mesma energia, a mesma gana, a mesma paixão pela inovação sempre muito bem caracterizadas pela figura de Jobs. Muito infelizmente, devo reconhecer que o baque está sendo grande para a Apple, ficando cada vez mais evidente o quanto a influência de uma única pessoa pode fazer a diferença nos rumos de uma organização, ainda que a mesma seja constituída por milhares de pessoas. Isso fica muito claro na própria história da Apple:

Após a destituição de Steve Jobs em 1985 e até o seu retorno em 1996, a Apple amargou um período de estagnação criativa, queda nas vendas e altas dificuldades financeiras. Depois do seu retorno, a Apple lançou produtos revolucionários como o iMac, o iPod, o iTunes, o MacBook Air, o iPhone e o iPad dentre outras inovações, levando a empresa a seguidos recordes de vendas e supervalorização na bolsa NASDAQ, constituindo hoje uma das empresas de tecnologia mais poderosas do mundo. Agora, quase 2 anos após a morte de Jobs, parece que a Apple começa a dar seus primeiros sinais de estagnação, refletindo negativamente na própria NASDAQ no dia de ontem. Realmente incrível! Reconheço que antigamente eu não acreditava muito nisso mas uma única pessoa pode sim fazer toda a diferença do mundo!

Levando esta discussão para um nível ainda mais amplo, o quanto que a liderança ou a falta dela influencia nos rumos de uma nação? Mais especificamente sobre o Brasil, cada um de nós reconhece a importância da liderança quando votamos em nossos líderes políticos. Ou será que não?

As manifestações de Junho deste ano externalizaram de forma contundente o descontentamento geral com a situação do nosso país. E uma das questões levantadas durante o período de “espasmo de consciência” foi a falta de representatividade que sentimos em relação à classe política brasileira. Inúmeros partidos, inúmeras siglas, inúmeras cores, inúmeros rostos, inúmeros trâmites de pessoas entre os partidos e uma astronômica falta de propostas desvinculadas da corrupta máquina vigente. Ausência de propostas elaboradas e comunicadas por líderes na mais nobre acepção da palavra.

Não vou entrar aqui no mérito do que o país precisa para ter todo o seu panorama alterado. Não é este o objetivo desta postagem. Mas está claro como água de nascente de montanha que precisamos, em caráter de urgência, de uma ampla reforma política no país se quisermos começar a mudar alguma coisa de verdade. E eu não vejo líderes que me representem, que estejam realmente engajados em enfrentar o poder constituído, assumindo todas as consequências que o enfrentamento da força dominante exige para que a reforma política aconteça, dando início a uma era de mudanças no país.

O Brasil só vai começar sua caminhada rumo à mudança quando eu e você deixarmos de ser coniventes com a situação e exigirmos simplesmente a mais rigorosa qualidade por parte de nossos governantes. Governantes como John Kennedy, por exemplo, o qual foi capaz de movimentar uma nação inteira em prol de um objetivo mega ambicioso que foi o de levar o Homem à Lua em menos de uma década mesmo depois da sua morte! Ou o próprio Winston Churchill, o qual liderou com maestria a Grã-Bretanha contra o avanço do império nazista na Segunda Guerra Mundial. Alguém aqui vai ser louco de me sugerir que a Dilma Rousseff possui este perfil?

Famoso discurso de posse de John Kennedy em 1961.

Quando teremos líderes deste porte? Quando a gente parar de achar que política é assunto chato pois, desta forma, acabamos por deixar a política na mão de políticos que, convenhamos, são em sua maioria o que temos de pior na espécie humana. E você sabe: a política é algo muito importante para a gente deixar na mão de políticos. Ou não sabe? Se não sabe é justamente essa uma das razões que fazem este tipo de gente estar por lá.

Veja bem: política não é discussão partidária. É discussão das condições e rumos de uma nação!

Assim, declaro oficialmente abertas as inscrições para líderes do Brasil. Você é candidato? E mais difícil ainda: sabe reconhecer quando um verdadeiro candidato à liderança aparece na sua frente?

Não se engane. Não existe salvador da pátria. Aquilo que o futuro dos nossos filhos está implorando para a nossa geração é que saiamos às ruas para exercitar a nossa liderança há muito tempo adormecida.

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.

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