Empreendedorismo e Inovação

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No oceano de futilidades em que vivemos é fácil perder o foco e virar mais um número nas estatísticas que engrossam o caldo de pensamentos e ações que nada de útil acrescentam ao mundo atual. Nas ruas, nos bares, na mídias sociais e nas empresas é enorme o desperdício de talentos, o emprego de tempo e energia em coisas fúteis é assustador e o enorme gasto de dinheiro em coisas questionáveis é algo imoral, para dizer o mínimo. Quando o afogamento nesse oceano de futilidades parece ser a conseqüência mais natural eis que aparece um cara que quebra todos os paradigmas, desafia a superficialidade reinante e nos dá uma humilhante aula de cidadania.

Cesar Harada é inventor e professor na Goldsmiths University of London, além de coordenador geral da futura estação oceânica internacional. Seu currículo inclui, dentre outras coisas, o laboratório de hidrodinâmica da Southampton University (UK) além da liderança de um projeto no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Esse cara largou o emprego dos sonhos no MIT para dedicar-se a um projeto com o objetivo de livrar os oceanos da poluição dos plásticos, dos vazamentos de óleo e dos vazamentos de radioatividade. Com uma inventividade de cair o queixo, quebrou os paradigmas da navegação, inventando uma nova forma de velejar além, é claro, de ter inventado um sistema robotizado de captação de óleo na superfície do mar, muito mais eficiente que os métodos tradicionais.

Como se isso já não bastasse, criou um novo paradigma no mundo dos negócios. Começando sozinho na garagem da sua casa, ele deu o pontapé inicial no projeto divulgando-o através de uma plataforma de fundraising que, em apenas um mês, arrecadou 30 mil dólares. Depois, com o dinheiro arrecadado, ele contratou jovens engenheiros e alugou uma fábrica na Holanda onde começou a trabalhar com sua equipe. Com a colaboração de outras pessoas ao redor do mundo através da Internet, acelerou as pesquisas. Por fim, por meio de um modelo completamente avesso ao modelo de se fazer negócios atualmente, criou o Open Hardware: um sistema que inverte as prioridades que hoje dominam o mundo dos negócios.

No modelo capitalista dominante, a prioridade número 1 é o lucro, seguida pela tecnologia para atingir esse fim, utilizando os seres humanos como a força de trabalho ou instrumentalização para viabilizar a produção da tecnologia e ficando o meio ambiente em último lugar no rank de prioridades, encarando-o da forma predatória como desastrosamente nós sempre fizemos. O que Harada e seu time fizeram foi inverter essa equação, colocando o meio ambiente em primeiro lugar no rank de prioridades (sem o qual não somos absolutamente nada!), depois a proteção e o bem estar das pessoas, utilizando a tecnologia como ferramenta e por último o lucro como forma de viabilizar todo esse trabalho em conjunto. Hoje, eles são uma rede internacional de inovação para a venda de tecnologia. E o que faz eles estarem unidos é o entendimento comum do que a palavra “negócio” é ou, pelo menos, deveria ser. Simples, corajoso e ao mesmo tempo revolucionário, não acham?

Por meio desse projeto, portanto, foi criada uma nova tecnologia que ainda está sendo aperfeiçoada por estar dentro de um modelo aberto, onde as pessoas podem aprimorar o projeto original respeitando os créditos e retribuindo de alguma forma para a comunidade na qual as próximas pessoas trabalharão. Como consequência da exposição no evento do TED, Harada foi ovacionado em pé ao final da sua palestra de 14 minutos, como não poderia deixar de ser pela sua coragem em desafiar um gigantesco exército de pessoas acomodadas.

Segue o vídeo na íntegra de apresentação do Protei, nome do projeto da embarcação robotizada que limpa óleo e plástico. Para disponibilizar as legendas em Português, é só clicar no botão “play” que, assim que o vídeo carregar, aparecerá outro botão ao lado onde você poderá escolher o idioma.



Iniciativas como essa são um tapa muito bem dado na cara da nossa mesmice, futilidade e falta de criatividade em nossa vida pessoal e no mundo dos negócios! Vivendo bem presos aos nossos velhos paradigmas, sequer fazemos ideia de que as coisas poderiam ser apenas ligeiramente diferentes do que são. Sem tempo de rever, de avaliar, trocar idéias e por fim de pensar, somos mestres na arte da repetição automática, sendo que até na hora de vender nossos produtos e serviços as palavras, as ações e os argumentos são sempre os mesmos. Com isso, deixamos de fomentar diferenciais e a concorrência passa a levar vantagem sobre a nossa mediocridade.

Tenho realmente muito prazer em divulgar coisas como essas que servem de incentivo para que possamos trabalhar e viver de forma mais “afrôntica”, menos covarde e mais relevante para o mundo como um todo. Justamente em uma época em que começam a “pipocar” reclamações dos engravatados de que a crise dos EUA e da Europa estariam finalmente atingindo o Brasil (desde criança eu ouço falar que estamos em crise) é que é útil assistir exemplos como esse que passam por cima da palavra “impossível” feitos um rolo compressor. No fundo, acho que a nossa crise é de percepção, de criatividade e de imaturidade como seres humanos. Botar a culpa nas “crises externas” é coisa de empresário e não de empreendedor. Botar culpa no chefe é coisa de empregado e não de profissional. Na verdade, botar a culpa nos outros é o nosso esporte favorito e a maneira que encontramos de continuar em nossa zona de conforto. É como aquela frase que diz: “quem quer fazer sempre dá um jeito, quem não quer sempre dá uma desculpa.”

E você? O que está esperando para dar uma sacudida e começar a mudar as coisas na sua empresa? Qual é o plano de marketing para o próximo semestre? Quais são as ações e metas incentivadoras que você criará para motivar a sua equipe e fazer a diferença em 2012?

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.
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