SOPA, PIPA e Empreendedorismo

Marketing DigitalNão sou a favor da pirataria. Mas também não há como ser a favor de projetos de lei como o SOPA (Stop Online Piracy Act) e o PIPA (Protect IP Act), os quais tramitam no congresso americano e representam uma ameaça a liberdade dentro da Internet. Sites como Wikipedia, Facebook e WordPress já manifestaram seu repúdio às tais propostas e além de toda a discussão sobre liberdade de expressão que eu acho que já está sendo muito bem explorada por aí, eu gostaria de fazer um link dessa questão para o mundo dos pequenos negócios, sejam eles online ou fora da Internet.

O empreendedorismo será a mola propulsora da economia não somente no Brasil mas no mundo inteiro. As grandes multinacionais bem como os maiores conglomerados econômicos estão mais do que comprometidos com as crises americana e européia e, só no Brasil, temos 21,7 milhões de empreendedores, constituindo 17,5% da população adulta (a maior taxa de empreendedorismo entre países membros do G20 – dados do GEM). Estas dentre outras estatísticas bem como inúmeros estudos sobre o tema mostram-nos o quanto o mundo precisa de empreendedores com sua visão inteligente, criativa, inovadora e otimista para uma economia global cada vez mais em frangalhos.

E é em meio a esse cenário que propostas de lei como a SOPA e a PIPA obrigam-nos a pensar sobre o quanto está em falta o espírito empreendedor nas grandes empresas de todo o mundo, em particular nas empresas de entretenimento americano que estão por trás desses projetos “anti-pirataria”. Ao invés de buscarem alternativas aos seus negócios arcaicos em comparação ao dinamismo próprio da Internet, onde a questão do compartilhamento de “idéias e produtos” é um fenômeno que não tem mais volta (como já se tocaram muitas bandas ao disponibilizarem suas músicas gratuitamente em seus respectivos sites), a indústria do entretenimento está buscando desesperadamente manter um modelo de negócio que simplesmente não funciona mais.

As empresas alegam que perdem anualmente bilhões com a pirataria mas esquecem dos bilhões que arrecadam por causa da “mesma pirataria”. Ou seja, estas organizações reclamam que perdem dinheiro com a venda dos CDs/DVDs, mas não percebem que por causa desse comportamento de difusão e compartilhamento que ocorre dentro da Internet (ou “pirataria” como essas organizações preferem chamar o fenômeno), seus artistas/filmes/músicas ficam muito mais conhecidos, aumentando a arrecadação com shows, cinema e produtos relacionados. Presume-se com isso que somando os ganhos e as perdas, essa polêmica toda em torno da distribuição de conteúdo pela Internet deva ficar mais ou menos empatada.

Estariam menos poderosos esses conglomerados do entretenimento com o avanço da Internet? Se continuarem com essa visão da Era Industrial do século 19 e não tiverem um comportamento empreendedor ao ponto de reformularem seus modelos de negócio e se adaptarem à nova realidade do mercado (lembram do acordo de Steve Jobs com as grandes gravadoras para viabilizar a operação do iTtunes?) sim, essas empresas perderão cada vez mais com o desenvolvimento da web.

E que venham os novos empreendedores para movimentar a economia, substituir antigos modelos de negócio e trazer mais inteligência ao nosso mundo!

Este blog é um oferecimento da Afronta Marketing.
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